sexta-feira, 27 de maio de 2011

Para uma construção mais sustentável

A revista Casa publicou em seu site alguns materiais e seus respectivos custos para fazer sua obra de uma maneira que fique um pouco menos agressiva para o bolso e para o meio ambiente.

Segue abaixo alguns destes materiais.

Madeira

As réguas plásticas vendidas pela Primamatéria têm aparência de madeira, mas são produzidas a partir de plástico reciclado, fibras vegetais e refugos industriais que vão da madeira às fraldas descartáveis. Resistentes, permitem vários usos: em decks, bancos para jardim, rodapé, borda de piscina, esquadrias, escadas, entre outros. Além de poupar as florestas, o produto dá vida nova a materiais condenados ao lixo. Preço: de R$ 10 a R$ 20, o metro da peça de 10 x 2,5 cm, dependendo do padrão e cor.

Tijolo ecológico

Composto de terra, cimento (de 5 a 12%) e água, o tijolo de solo-cimento é mais ecológico porque sua produção, através de prensagem hidráulica, ocorre sem a queima de madeira e o consumo de energia (presentes na fabricação dos tijolos cerâmicos convencionais). Além disso, esse tipo de tijolo é autotravado: o encaixe preciso requer apenas um filete de cola branca, dispensando a argamassa e gerando uma economia de até 50% no tempo de execução da obra. Sua aparência lisa permite também que o tijolo seja aplicado sem reboco, reduzindo ainda mais o consumo de material. Outra vantagem são os furos, que facilitam a passagem dos dutos elétricos e do sistema hidráulico. Na hora da compra, vale se certificar se o produto obedece às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e se a empresa ou as máquinas usadas contam com certificado de qualidade.Preço médio: R$ 310 (milheiro de 10 x 20 cm), R$ 450 (milheiro de 12,5 x 25 cm) e R$ 690 (milheiro de 15 x 30 cm)

Cortiça reciclada

Os painéis de cortiça da CWT Design são uma espécie de tecido vegetal que leva 70% de cortiça reciclada de rolhas e apenas 30% de cortiça extraída da casca do sobreiro com técnicas tradicionais que não envolvem o uso de herbicidas sintéticos e fertilizantes. Aplicado em paredes com cola branca ou de contato, o material ajuda no isolamento térmico e acústico. Disponível em painéis de 30 x 60 cm e com 7 tonalidades diferentes. Preço: de R$ 87,50 a R$ 137,50 o m²,

De tapume à parede

As placas estruturais de OSB (Oriented Strand Board) levam tiras de pínus de reflorestamento, unidas com resinas e prensadas sob altas temperaturas. Da Masisa, pode ser usada como parede, forro ou tapume e aceita tinta, reboco ou textura. Disponível em várias espessuras, de 6 a 35 mm. Preço: Na Ecoleo, a peça de 2,44 x 1,22 m com 18 mm vale R$ 55.

Textura de madeira

O diferencial da placa de MDF Masisa Nature, além da garantia de matéria-prima certificada pelo FSC, está no toque: prensado com tecnologia exclusiva, o MDF tem textura idêntica à madeira nas duas faces. Ideal para móveis e decoração, o Masisa Nature também é certificado pelo SCS (Scientific Certification Systems), que atesta que o produto leva subprodutos reciclados – no caso, sobras de pínus e eucalipto de reflorestamento. Outra vantagem é a baixa emissão de formaldeído, cujo nível cumpre os padrões classe E-1 estabelecidos por norma européia. Disponível nos padrões Fresno Claro, Fresno Oscuro, Fresno Blanco e Fresno Negro. Preço: R$ 203 a peça de 1,83 x 2,75 m, com 15 mm de espessura

Telha de fibra vegetal

As telhas da Onduline foram criadas na França e, importadas para o Brasil, fizeram tanto sucesso que hoje elas já são produzidas em terras tupiniquins. O produto substitui o amianto por fibras vegetais, impregnadas de betume e pigmentadas nas cores marrom, vermelha, preta e verde. A telha recebe ainda uma camada de resina especial que protege contra os raios ultravioleta, aumentando sua durabilidade. A garantia é de 15 anos. Dimensões: 2 x 0,95 m, com 3 mm de espessura. Preço: R$ 21,90 na Leroy Merlin

Cimento ecológico

Originalmente desenvolvido para uso em barragens e tubulações de grande porte, o cimento CPIII agora é utilizado em residências e tem uma versão ecológica. A diferença está na composição, que leva entre 35 e 70% de resíduos de altos fornos das siderúrgicas. Esse material, nocivo ao meio ambiente, fica inerte ao ser transformado em cimento e torna o processo de produção do cimento menos agressivo ao meio ambiente - especialmente no que diz respeito à emissão de CO2 para a atmosfera. Não bastasse isso, o CPIII oferece maior impermeabilidade, menor risco de rachaduras e durabilidade 40% superior à do cimento CPII (que tem secagem mais rápida). Preço: R$ 14,50 o saco de 50 kg, na C&C.

Tamburato Eucatex

(vencedor planeta casa 2007) Robustos, os painéis de 40 e 50 mm de espessura são compostos por favos de papel reciclado, prensados em duas camadas de madeira de reflorestamento 100% certificada, de 7 mm cada uma. Além de economizar madeira na fabricação, são mais leves, fáceis de transportar e têm bom desempenho acústico. Ideal para prateleiras, tampo de mesas, home theaters e móveis modulares. Vendido em painéis com 2,73 x 1,20 m, 2,73 x 0,95 m e 2,73 x 0,60 m, nos padrões cru ou revestido. Preço: de R$ 45 a R$ 60 o m² com 40 mm e de R$ 50 a R$ 68 o m² com 50 mm

Telhado vivo

(vencedor planeta casa 2007) Os telhados verdes melhoram o conforto térmico e acústico da construção, devolvem o verde às cidades, diminuem a velocidade de escoamento da água das chuvas e, por isso, ajudam a combater as enchentes. Além disso, são um bom remédio contra as ilhas de calor, comuns nas grandes metrópoles. A Ecotelhado é especialista nesse tipo de cobertura. Leve e fácil de instalar, o kit modular da empresa gaúcha proporciona um jardim na cobertura com todas as vantagens do telhado verde. Cada módulo, fabricado com uma mistura de pneu reciclado, restos de EVA e cimento, mede 68 x 35 cm, com altura de 7 cm. O kit já vem com as plantas crescidas, escolhidas após pesquisas botânicas. Com o trabalho de três pessoas, uma cobertura de 150 m² fica pronta em apenas um dia. Preço: a partir de R$ 75,00 o m².

Aerogerador Batuíra

(vencedor planeta casa 2007) Produzir energia a partir do vento significa eletricidade 100% sustentável. As turbinas eólicas da Altercoop Energia têm ainda a vantagem de substituir o poliuretano por fibras naturais (sisal, bucha vegetal e fibra de coco), materiais inofensivos à saúde dos trabalhadores nas fábricas. O sistema armazena energia em pequenos acumuladores, dispensando mudanças nas instalações elétricas das residências. Com potência de 1.000 watts, o Batuíra supre a demanda energética de uma família de quatro pessoas – em regiões com boa incidência de ventos. Preço: R$ 5.959,00

Iluminação high tech

A Mime é uma luminária de led que consome apenas 1 watt. Muito mais eficiente do que as lâmpadas, o led é um chip emissor de luz capaz de gerar uma economia de até 90% na iluminação, dependendo da utilização. Da linha Silver & Black, da Led Point, o modelo é indicado para ser embutido em forros de gesso, em nichos decorativos e para iluminar objetos de arte. Preço: R$ 149 a unidade.

Para todas as instalações

A linha Afumex, da Prysmian, oferece produtos livres de halogênios e chumbo (elementos químicos tóxicos e agressivos à natureza) nos compostos de isolação e cobertura dos cabos. Ideais para utilização em todos os tipos de instalações elétricas de baixa tensão. Preço: R$ 0,90 o metro do modelo Flex 750 V de 1,5 mm².

100% Reciclável

A fabricante Sil oferece cabos elétricos de cobre com alto grau de pureza e PVC, totalmente recicláveis. O modelo flexível Silnax Multipolar (2 x 2,5 mm²), indicado para instalações residenciais, comerciais e industriais, é vendido em rolos de 100m.

Tinta de PET

A Tintas Coral criou uma linha de tintas que levam garrafas PET na composição, contribuindo para reduzir o problema do descarte inadequado do material. Na foto, o esmalte Coralit acetinado Verde Atlantis (cód 7204), vendido em latas de 900 ml e galões de 3,6 litros. Preço: R$ 18 a lata de 900 ml e R$ 54 na embalagem de 3,6 litros (Império das Tintas).

Telha de Tetrapak

A Reciplac recicla caixinhas do tipo longa-vida para transformá-las em telhas de 2,20 x 0,92 m, com 77 mm de espessura. A composição é uma mistura dos materiais encontrados nesse tipo de embalagem: 75% de plástico, 23% de alumínio e 2% de fibras vegetais, prensados em alta temperatura e sem o uso de resinas. O resultado é um produto resistente, leve, fácil de transportar e que proporciona um isolamento térmico 30% superior ao oferecido pelas telhas de fibrocimento. Também encontrado na versão de chapas para divisórias, forros e tapumes, de 1,03 x 2,20 m. PreçoR$ 26,25 na cor branca e R$ 19,50 com revestimento de alumínio

Tinta de terra

À base de terra crua e totalmente atóxica, a tinta mineral Solum é produzida em 15 cores naturais que não desbotam com o passar do tempo. Ao contrário da maioria das tintas convencionais, ela não contém compostos orgânicos voláteis (COVs), substâncias derivadas do petróleo que prejudicam a qualidade do ambiente interno e a camada de ozônio. A Solum pode ser usada em fachada ou interiores, adere a vários tipos de superfícies e rende 1 m² por litro com duas demãos. Preço: R$ 160 o balde de 18 litros, na Primamatéria.

Mistura fina

Fabricado com materiais naturais como óleo de linhaça, farinha de madeira, resina, pedra de cal, juta e pigmentos naturais, o piso Marmoleum é indicado para áreas secas internas e também pode ser aplicado em paredes e rodapés. O produto é certificado pelo Ministério do Meio Ambiente da Áustria, uma das classificações ecológicas mais rigorosas da Europa. Disponível em várias cores. Preço: R$ 103 o m² instalado



Fonte: http://casa.abril.com.br/noticias/noticias_264171.shtml#36