sexta-feira, 18 de novembro de 2011

CAIXA LANÇA SELO PARA EMPREENDIMENTOS HABITACIONAIS SUSTENTÁVEIS

Isso ocorreu em 02 de junho de 2009, mas devido a sabe-se lá porque não foi muito divulgado, então resolvi reviver a ideia do Selo Azul. 


 
A Caixa Econômica Federal lançou um novo instrumento de classificação da sustentabilidade de projetos habitacionais. Trata-se do “Selo Casa Azul”, que qualificará projetos de empreendimentos dentro de critérios socioambientais, que priorizam a economia de recursos naturais e as práticas sociais. O Selo é o principal instrumento do Programa de Construção Sustentável do banco.
 
A ação fez parte das comemorações do Dia Internacional do Meio Ambiente, que contemplou também a assinatura de parceira com o Grupo Neoenergia, para a doação de aquecedores solares, lâmpadas e a substituição de geladeiras. O evento realizado no Teatro da CAIXA Cultural contou com as presenças da presidenta do banco, Maria Fernanda Ramos Coelho; do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e do presidente do Grupo Neoenergia, Marcelo Corrêa, entre outras autoridades.
 
Para a concessão do selo, a CAIXA analisará critérios agrupados em seis categorias: inserção urbana, projeto e conforto, eficiência energética, conservação de recursos materiais, uso racional da água e práticas sociais. “Nosso objetivo é incentivar a construção de moradias que no processo de edificação tenham respeitado o meio ambiente e ao mesmo tempo propiciem boas condições de conforto e salubridade para seus usuários”, destaca a presidenta do banco.
 
O ‘Selo Casa Azul’ será dividido nas classes ouro, prata e bronze, definidas pelo número de critérios atendidos. Para receber o ouro, o empreendimento deverá atender a, no mínimo, 24 das 46 condições. Receberão prata aqueles que atenderem a 19 critérios, e bronze os que apresentarem o cumprimento de, pelo menos, 14 critérios obrigatórios. “A partir de novembro deste ano, nós divulgaremos o “Guia do Proponente” e, em janeiro de 2010, vamos receber os projetos candidatos ao selo”, antecipa Maria Fernanda Ramos Coelho.
 
Economia e sustentabilidade
 
O convênio de cooperação técnica com o Grupo Neoenergia prevê a doação de aquecedores solares, lâmpadas e a substituição de geladeiras de famílias com renda de até três salários mínimos atendidas pelo ‘Programa Minha Casa Minha Vida’ nos estados da Bahia, Rio Grande do Norte e Pernambuco. Serão doadas lâmpadas fluorescentes compactas de 15W e 20W, geladeiras de baixo consumo de energia e sistemas termo solares para aquecer água. Todos os equipamentos distribuídos terão o Selo Procel/INMETRO de economia de energia.
 
Cada unidade habitacional receberá até cinco lâmpadas, para instalação na sala, quartos e cozinha. As regras para a doação de geladeiras são as já estabelecidas pela distribuidora de energia – usuários residenciais monofásicos moradores de bairros populares que tenham consumo médio mensal acima de 80 kWh, sendo uma substituição por moradia. Os aquecedores solares serão destinados a municípios em que haja maior demanda pelo uso do chuveiro elétrico e que sejam viáveis, de acordo com os parâmetros da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), no âmbito dos Programas de Eficiência Energética.
 
“Parcerias como essa contribuem para a promoção do desenvolvimento sustentável do país, pois evitam a criação de novas fontes provedoras de energia elétrica, como usinas hidrelétricas e termoelétricas e promovem a economia doméstica de energia, o que se traduz em benefícios econômicos, sociais e ambientais”, pontua Maria Fernanda Ramos Coelho.
 
O convênio prevê o monitoramento e a avaliação dos resultados e impactos das ações implementadas, bem como a realização de atividades educativas sobre eficiência energética e economia de energia. O acordo terá a duração de 36 meses e poderá ser prorrogado.
 
Essa iniciativa se soma a outras que buscam estimular a sustentabilidade das habitações, especialmente no “Programa Minha Casa Minha Vida”, como a implantação de aquecedores solares, de medidores individualizados de água e gás nos condomínios, e o uso de madeiras de origem legal.
 
Projeto Solar Brasil
 
A CAIXA também conta com parceiros internacionais para a promoção da sustentabilidade ambiental nas moradias construídas pelo “Minha Casa, Minha Vida”. O Governo Alemão, por meio da Agência Alemã de Cooperação Técnica GTZ, disponibilizará recursos da ordem de 1 milhão de euros para o Projeto Solar Brasil, que visa utilizar e disseminar sistemas de aquecedor solar como fonte alternativa para aquecimento de água.
 
Energia limpa
 
Pautada no princípio de Responsabilidade Sociambiental, a CAIXA já destinou para empreendimentos na área de energia limpa - usinas hidrelétricas, pequenas centrais hidrelétricas (PCH), centrais geradoras eólicas e bioenergia - recursos da ordem de R$ 1,5 bilhão. Desse total, R$ 375 milhões foram investidos em empreendimento de energia eólica, R$ 608 milhões em projetos de biomassa e R$ 515 milhões em PCH.
 
Especificamente em projetos de energia eólica, a CAIXA tem contratos com três parques no Ceará, nos municípios Acaraú e Beberibe, que juntos produzirão 99,3 MW de energia. Essa capacidade é suficiente para beneficiar cerca de 400 mil e gerar aproximadamente 500 empregos durante a construção.
 
Os empreendimentos - Central Geradora Eólica Praia do Morgado, Central Geradora Eólica Praias de Parajuru, Central Geradora Eólica Volta do Rio - são incentivados pelo Governo Federal por meio do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) e financiados pela CAIXA por meio de repasse de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Até o final de 2009, está prevista a contratação de mais R$ 800 milhões em empréstimos para dez novos parques eólicos.
 
Madeira Legal
 
Desde o início deste ano, a CAIXA exige a comprovação do uso de madeira legal por empresas do segmento imobiliário. A medida, que tem como objetivo contribuir  no combate ao desmatamento ilegal na Amazônia, consiste na apresentação, pelas construtoras, do Documento de Origem Florestal (DOF) das madeiras utilizadas nos novos contratos de financiamento de empreendimentos habitacionais. A instituição também solicita uma declaração constando o volume e a destinação dessas madeiras na obra.
 
No mês de junho, a CAIXA e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizarão palestras para as empresas do setor da construção civil em vários estados, com o objetivo de esclarecer as dúvidas sobre os procedimentos para obtenção do DOF. Também foi elaborado o Guia Ação Madeira Legal que será distribuído para os sindicatos das empresas de construção de todo o país.
 
Descarte correto
 
Outra ação do banco na área de preservação do meio ambiente que merece destaque é o descarte correto de equipamentos tecnológicos. O banco adotou algumas ações em parceria com empresas, que garante a venda e a reciclagem de produtos e o investimento dos recursos em projetos sociais. A Lexmark, fabricantes dos cartuchos de impressora, por exemplo, paga à CAIXA R$ 15 por unidade já utilizada. Os cartuchos coletados são enviados à OXIL Manufatura Reversa, que desmonta e recicla os componentes. Entre setembro de 2008 e maio de 2009, 20.263 cartuchos foram reciclados, o que garantiu o repasse de R$ 303.945,00 para ações sociais.
 
Todo ano, 25% do parque tecnológico do banco é substituído, o que significa a troca de 30 mil equipamentos. Depois de recicladas, estas máquinas são doadas para projetos de inclusão digital em todo o país. Quem coordena a ação é a ONG Moradia e Cidadania. A contratação de equipamentos de autoatendimento também seguiu critérios de eficiência energética. A empresa vencedora demonstrou economia de 5% de energia ao longo da vida útil do aparelho, o que representa economia em torno de R$ 15 milhões.
 
Outra ação desenvolvida para reduzir gastos foi batizada de “Ilhas de Impressão”. As impressoras foram agrupadas em locais de circulação dos empregados, e a média caiu de uma impressora para cinco empregados para um equipamento a serviço de até 30 pessoas. Esta é a média adotada mundialmente e gera, para a CAIXA, uma economia de R$ 20 milhões.
 
Assessoria de Imprensa da Caixa Econômica Federal
Tel. (61) 3206-8775 / 8543 / 9298 / 8022
 
Fonte: http://www1.caixa.gov.br/imprensa/imprensa_release.asp?codigo=6609833&tipo_noticia=3