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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Muro ecológico?!

Pesquisando pela net, achei uma possibilidades de fazer um muro, parede ou divisória com concreto mudular vasado.


O resultado é bem interessante e pode ajudar a compor a fachada de sua residência.


Segundo o fabricante o Muro Ecológico possibilita o plantio em muros e paredes e pode ser trabalhado em diversas composições. A capacidade de volume de terra e seu sistema de drenagem garantem a longevidade de vegetação.

Vale a dica para quem busca um muro menos chapado e com mais vida!!!!





endereço da página do fabricante: http://www.tijoleste.com.br/elementovazado/muroecologico.html

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Pisos Ecológicamente corretos

Empresas investem em novas tecnologias de pisos permeáveis que garantem a absorção da água e reduzem enchentes
Avançaram, este ano, as pesquisas e lançamentos de revestimentos de piso para áreas externas que colaboram para reduzir as enchentes nas cidades, excessivamente impermeabilizadas. A primeira notícia vem da ABCP - Associação Brasileira de Cimento Portland – que, neste momento, desenvolve pesquisa sobre pavimentos permeáveis entre os sistemas já disponíveis no mercado. A técnica empregada há mais de 30 anos em países como Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos tem seu uso recomendado em calçadas, estacionamentos e ruas com tráfego de veículos leves. “Para que a construção do pavimento permeável garanta a infiltração da água, é preciso considerar toda a estrutura do pavimento e conhecer dados da região, como o tipo de solo, o nível do lençol freático e a frequência de chuvas”, ressalta Mariana Marchioni, engenheira da ABCP.

Segundo ela, todos os pavimentos precisam suportar e transmitir as cargas ao solo, resistindo às diferentes solicitações. Essa regra também vale para o pavimento permeável, cuja estrutura é composta basicamente por uma camada de base de granulometria aberta, ou seja, os agregados deixam espaços vazios onde a água infiltrada é armazenada. Essa estrutura também atua como filtro e ajuda a reduzir a contaminação da água. No revestimento, podem ser utilizadas peças de concreto para pavimento intertravado, placas de concreto poroso ou concreto poroso moldado in loco. Para se ter uma idéia, o concreto poroso permite a infiltração de cerca de 80% da água.

Esse sistema já é comercializado em São Paulo. O pavimento intertravado permeável, por exemplo, pode utilizar peças convencionais, portanto, todo fabricante que atenda as normas brasileiras está apto a fornecer o produto. Algumas indústrias de intertravados e placas de concreto também já fabricam a peça porosa.

A selagem de juntas secas de pisos revestidos com pedras, blocos intertravados ou peças pré-fabricadas de concreto maciço (impermeável) ou drenante (permeável) passa a contar com um produto inovador, o PaveSand, que acaba de ser lançado pela Intercity. Trata-se de uma areia seca, quimicamente aditivada que substitui a areia comum, convencionalmente utilizada no rejuntamento de blocos intertravados. Quando umedecida, a PaveSand se comporta como uma cola, promovendo a ligação dos grãos de areia e estabilizando a junta, efeito que não se obtém usando simplesmente areia comum. Segundo Mauro Igarashi, diretor da empresa, apesar de endurecer quando umedecida, PaveSand é suficientemente flexível para absorver variações térmicas. “Além disso, o produto faz o preenchimento total da junta; veda as juntas sem desprendimento na lavagem; impede o aparecimento de mato e fungos na junta; elimina insetos do habitat e aumenta a vida útil do piso”, destaca.




Paisagista cria pisos

Defensor de soluções em revestimento de piso que asseguram permeabilidade ao solo, o paisagista Benedito Abbud idealizou dois importantes lançamentos do setor, este ano. Em parceria com a Gyotoku, desenvolveu o Drenac, um piso altamente drenante e resistente. Produzido com 82% de material reciclado, resultante de descarte de cerâmica e cimento processados industrialmente, o piso cerâmico tem alta capacidade de drenagem da água e resistência acima dos existentes no mercado.

“O processo contínuo de urbanização pavimentou e impermeabilizou o solo, para facilitar o fluxo e a vida nas cidades. Como consequência, dificultou a drenagem. O Drenac da Gyotoku vem resolver esse dilema, pois possui os benefícios do calçamento aliado às vantagens da permeabilidade natural das águas da chuva para o solo”, afirma Benedito Abbud. Único com acabamento polido e conforto tátil, o Drenac torna o caminhar agradável, mesmo descalço, e a superfície regular facilita a tarefa de locomoção com carrinhos de bebê. Com propriedades atérmicas, o produto absorve ainda menos calor, garantindo excelente conforto térmico. Antiderrapante, evita a formação de poças, garantindo segurança. Sua eficiência de vazão drenante alcança 82%, o que facilita o escoamento de água, contribuindo para a diminuição de enchentes e a manutenção dos lençóis freáticos.




Com espessura de 6 cm e excelente resistência, a novidade permite o trânsito de veículos de passeio e tráfego leve, ideal para áreas de estacionamentos e calçadas. Blocos com 8 cm de espessura poderão ser desenvolvimento sob encomenda e irão suportar o peso também de veículos pesados, como caminhões e ônibus. O produto proporciona pontuação elevada no processo de certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) de impacto ambiental do United States Green Building Council (USGBC).

Benedito Abbud criou e o departamento de engenharia da Remaster® Tecnologia desenvolveu o Tec Garden, elemento construtivo ecoeficiente que reserva as águas das chuvas para irrigação do jardim, sem utilização de energia elétrica, bombas ou bicos irrigantes. Ideal para jardins sobre laje em empreendimentos corporativos, de escritórios e residenciais, nasce com a vocação de mitigar os efeitos nocivos das enchentes nas grandes cidades, além de economizar água e prolongar a durabilidade da impermeabilização da laje que suporta o jardim. O Tec Garden deve ser instalado sobre uma área de laje impermeabilizada, dispensando a aplicação de massa para regularização dos caimentos e o uso de ralos. “A engenharia técnica dessa solução consiste em pedestais com ‘pavios’, que suportam as placas de piso elevado e criam, assim, um vão para o reservatório de água. Sobre o conjunto são colocados a manta bidim e o produto anti-raiz, elementos que garantem o fluxo de água sem interrupções ou entupimentos”, explica Paulo Paschoal, diretor de engenharia da Remaster® Tecnologia.

Benedito Abbud ressalta que, uma vez implantado o jardim com forrações, arbustos, árvores e palmeiras, o sistema de irrigação funciona de maneira semelhante ao que acontece na natureza. “As águas das chuvas penetram no solo, são filtradas pela manta bidim e ficam armazenadas no vão sob as placas. Se a chuva for intensa, um sistema de ‘ladrões’ drena o excesso e não permite que o solo encharque. Após a chuva, a água do solo evapora ou é consumida pelas plantas, secando a terra. A capilaridade, por meio dos pavios, garante a umidade do solo e a irrigação dos jardins”, explica Abbud. Ele destaca ainda que, em casos de estiagem prolongada, o sistema prevê a captação de água da rua, o que garante irrigação contínua.



Piso industrial branco



Depois de toda a evolução ocorrida nos pisos de fábricas, acaba de ser dado um passo além com o lançamento do Anchorcrete Branco, revestimento que evita paralisações para manutenção, garante maior resistência mecânica e química, facilita a limpeza e reduz o risco de acidentes. A todas essas vantagens, a Anchortec acrescentou o elemento estético da cor branca. “Estamos trazendo para o mercado o revestimento em uretano, ideal para as indústrias de alimentos e bebidas. O Anchorcrete Branco, além de possuir alta resistência aos ataques químicos, como sangue e ácido láctico, e de suportar agressões mecânicas provenientes do trânsito contínuo de máquinas sobre o piso, também torna o ambiente de trabalho mais agradável em decorrência da sua cor branca. Estudos comprovam que as cores claras proporcionam melhor iluminação ao ambiente, podendo reduzir o consumo de energia, gerando também um conforto visual aos colaboradores”, afirma o Gerente de Negócios em Pisos da Anchortec, Ricardo Macaíba, acrescentando que muitas indústrias que precisam do uretano tinham estes produtos disponíveis, até então, apenas em cores escuras.



Fonte: AECweb
http://www.construcaoeficiente.com.br

Casa Slim

Com características contemporâneas arrojadas, a casa possui uma planta inicial de 142 metros quadrados com 2 suites, cozinha gourmet, sala de estar, sala de jantar,lavanderia e espaços especialmente preparados para receber mais 4 cômodos extras. O projeto deste modelo foi desenvolvido em parceria com o escritório de arquitetura Bacoccini. A casa Slim foi concebida tendo como diretriz conceitos contemporâneos. O foco foi oferecer um produto moderno, versátil, flexível, confortável e preparado para crescer como for necessário. O impácto ambiental da construção foi drasticamente reduzido devido a baixa geração de resíduos, à baixa sobrecarga no solo, utilização de tecnologias como painéis solares, captação de água da chuva, isolamento térmico e acústico, utilização de matéria prima renovável em toda sua estrutura.




Informações Técnicas

* Produção e instalação completa, da fundação à entrega das chaves.
* Isolamento térmico e acústico total.
* Esquadrias com vidro duplo.
* Acabamento interno em gesso.
* Acabamentos externos e internos de qualidade superior.
* Louças e metais.
* Banheira.
* Sistema de aquecimento através do piso.
* Sistema de captação e reutilização de águas pluviais.
* Sistema de aquecimento a gás auxiliado por painéis solares.
* Infraestrutura para sistema de ar-condicionado.
* Infraestrutura para automação completa de iluminação, áudio e vídeo, segurança, sistemas auxiliares, câmeras e cortinas.
* Infraestrutura para adição de módulos.


http://www.construcaoeficiente.com.br

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Pearl River Tower: O edifício Ecológico

Na onda dos prédios ecológicos e de design sustentável, a empresa Skidmore, Owings & Merrill LLP (SOM) projetou o que os arquitetos consideraram o arranha-céu mais eficiente energicamente em todo o mundo.
Isso seria devido a sua forma estrutural única.



SOM e seu cliente CNTC Guangdong Tobacco Corporation comemorou no dia 28 deste mês o término da cobertura do prédio, que foi nomeado de Pearl River Tower e se situa em Guangzhou, na China. Com setenta e um andares, o arranha-céu deverá estar concluído ainda este ano.

Os 2,3 milhões de pés quadrados da torre também têm as mais recentes tecnologias sustentáveis e os avanços da engenharia. O projeto integra sistemas estruturais em aço e concreto estrutural para suportar a forma curva do edifício, bem como o vento que bate na torre. De acordo com a firma SOM, uma inovação estrutural foi integrada às turbinas eólicas. Estas turbinas, que são alimentadas a partir de aberturas da fachada, são suportadas em lajes existentes nas zonas de abertura e apoiados lateralmente contra o andar de cima.



A Pearl River Tower incorpora muitos elementos de design sustentável que têm sido usados individualmente em edifícios em todo o mundo, mas não é aplicada em conjunto em uma única estrutura, de acordo com Skidmore, Owings & Merrill LLP.

"Soluções de engenharia estrutural devem ser integradas aos projetos arquitetônicos e de engenharia sustentável, de modo que eles sejam inseparáveis", disse Bill Baker, SOM parceiro de engenharia estrutural. "É a colaboração entre nossa engenharia estrutural, arquitetura e práticas de engenharia sustentável que permitem uma construção como o Pearl River Tower se torne realidade."



Embora muitos desses atributos sustentáveis tenham sido incorporados individualmente em arranha-céus ao redor do mundo, o projeto Pearl River Tower representa a primeira vez que eles são usados coletivamente. O design sustentável e recursos de engenharia incluem painéis solares, paredes de dupla cortina de pele e sistema de teto refrigerado.



SOM não disse se o edifício Pearl River Tower estaria buscando a certificação de qualquer um dos sistemas de classificação de prédios sustentáveis, como Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) ou BREEAM: the Environmental Assessment Method for Buildings Around The World.





Imagens: Google Imagens
Artigo de Lara Nunes em: http: www.portaldoarquiteto.com

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

GREEN BUILD (CONSTRUÇÃO VERDE)

A seguinte matéria foi publicada por Maria Lucia Capella Botana na página do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Arquitetura (IBDA) e realmente achei que divulga suas palavras seria uma necessidade para quem busca mais conhecimento sobre o GREN BUILD ou CONSTRUÇÃO VERDE.


Sem dúvida, a implementação dos conceitos do green building no país seria agilizada se partisse da esfera governamental, nas licitações das suas próprias construções e adaptada às peculiaridades regionais. Porque a questão não envolve apenas a construção de edifícios altamente eficientes, mas todo o ambiente à sua volta de forma a solucionar problemas sociais e de infra-estrutura, integrando toda a cadeia de construbusiness e mantendo a competitividade econômica.
O conceito de construção verde não está associado apenas à preservação do meio ambiente, por isso muitos preferem o termo “construção sustentada”, que é mais condizente com a proposta que prevê o desenvolvimento econômico, o social e o respeito ao meio ambiente. Para países em desenvolvimento como o Brasil, equilibrar esses três pontos é fundamental para garantir um crescimento econômico sólido ao mesmo tempo que importantes questões de infra-estrutura, por exemplo, são resolvidas como parte integrante do processo.
Segundo Newton do Amaral Figueiredo, presidente da Sustentax Engenharia Ambiental, empresa brasileira de consultoria para green building, os empreendimentos sustentáveis devem proporcionar “retorno para seus investidores e proprietários e menores custos, melhor saúde, conforto e produtividade para os seus ocupantes, além de se inserirem de forma harmoniosa com o meio ambiente e com a comunidade em torno da sua área de influência”. E acrescenta exemplificando que, mesmo que uma construção tenha sido erguida dentro de padrões ecologicamente corretos, apresentando altos índices de economia de energia, materiais reciclados, etc., ela não será considerada sustentável se na comunidade em que está inserida o esgoto corre a céu aberto, crianças estão sendo mordidas por ratos.






Rochaverá Corporate Towers, São Paulo, maior complexo de escritórios de alto padrão construído sob critérios Green Building.

Mas foram as grandes corporações que saíram à frente. Empresas com operações em vários lugares do mundo e de diferentes setores como o Bank of America, IBM, Toyota, Wal-Mart, entre outros estão unindo útil ao agradável. Os Estados Unidos e a Europa apresentam mais de 700 projetos em andamento para certificação verde. E mais de 2 mil prédios verdes estão sendo construídos atualmente em território americano.
No Brasil, a agência do ABN Amro Real da Granja Viana, em São Paulo, pode ser o primeiro empreendimento a receber a certificação green building concedida às empresas que adotaram os critérios de sustentabilidade ambiental do LEED – sigla em inglês para Liderança em Energia e Design Ambiental –, o selo mais difundido e reconhecido internacionalmente por ser orientado para o mercado sem perder de vista a responsabilidade ambiental. Foi criado pelo U.S Green Building Council (USGBC), um conselho aberto e voluntário de nível mundial que congrega lideranças de vários setores da indústria da construção, hoje em torno de 8.500 profissionais .






Artigo retirado do site: http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=23&Cod=156

sábado, 28 de agosto de 2010

Para pensar melhor sobre o assunto

Este artigo é um pouco extenso, mas vale a pena ler e comentar.

Declaração Universal dos Direitos Humanos, de que todos os habitantes deste planeta têm direito a uma vida digna e saudável, o que inclui o acesso à água limpa.



Segundo o Instituto Socioambietal (ISA):
Água doce e limpa: de "dádiva" à raridade

Estudiosos prevêem que em breve a água será causa principal de conflitos entre nações. Há sinais dessa tensão em áreas do planeta como Oriente Médio e África. Mas também os brasileiros, que sempre se consideraram dotados de fontes inesgotáveis, vêem algumas de suas cidades sofrerem falta de água. A distribuição desigual é causa maior de problemas. Entre os países, o Brasil é privilegiado com 12% da água doce superficial no mundo.

Outro foco de dificuldades é a distância entre fontes e centros consumidores. É o caso da Califórnia (EUA), que depende para abastecimento até de neve derretida no distante Colorado. E também é o caso da cidade de São Paulo, que, embora nascida na confluência de vários rios, viu a poluição tornar imprestáveis para consumo as fontes próximas e tem de captar água de bacias distantes, alterando cursos de rios e a distribuição natural da água na região. Na última década, a quantidade de água distribuída aos brasileiros cresceu 30%, mas quase dobrou a proporção de água sem tratamento (de 3,9% para 7,2%) e o desperdício ainda assusta: 45% de toda a água ofertada pelos sistemas públicos.

Disponibilidade e distribuição

Embora o Brasil seja o primeiro país em disponibilidade hídrica em rios do mundo, a poluição e o uso inadequado comprometem esse recurso em várias regiões do País.

O Brasil concentra em torno de 12% da água doce do mundo disponível em rios e abriga o maior rio em extensão e volume do Planeta, o Amazonas. Além disso, mais de 90% do território brasileiro recebe chuvas abundantes durante o ano e as condições climáticas e geológicas propiciam a formação de uma extensa e densa rede de rios, com exceção do Semi-Árido, onde os rios são pobres e temporários. Essa água, no entanto, é distribuída de forma irregular, apesar da abundância em termos gerais. A Amazônia, onde estão as mais baixas concentrações populacionais, possui 78% da água superficial. Enquanto isso, no Sudeste, essa relação se inverte: a maior concentração populacional do País tem disponível 6% do total da água.

Mesmo na área de incidência do Semi-Árido (10% do território brasileiro; quase metade dos estados do Nordeste), não existe uma região homogênea. Há diversos pontos onde a água é permanente, indicando que existem opções para solucionar problemas socioambientais atribuídos à seca.

Qualidade comprometida

A água limpa está cada vez mais rara na Zona Costeira e a água de beber cada vez mais cara. Essa situação resulta da forma como a água disponível vem sendo usada: com desperdício - que chega entre 50% e 70% nas cidades -, e sem muitos cuidados com a qualidade. Assim, parte da água no Brasil já perdeu a característica de recurso natural renovável (principalmente nas áreas densamente povoadas), em razão de processos de urbanização, industrialização e produção agrícola, que são incentivados, mas pouco estruturados em termos de preservação ambiental e da água.

Nas cidades, os problemas de abastecimento estão diretamente relacionados ao crescimento da demanda, ao desperdício e à urbanização descontrolada – que atinge regiões de mananciais. Na zona rural, os recursos hídricos também são explorados de forma irregular, além de parte da vegetação protetora da bacia (mata ciliar) ser destruída para a realização de atividades como agricultura e pecuária. Não raramente, os agrotóxicos e dejetos utilizados nessas atividades também acabam por poluir a água. A baixa eficiência das empresas de abastecimento se associa ao quadro de poluição: as perdas na rede de distribuição por roubos e vazamentos atingem entre 40% e 60%, além de 64% das empresas não coletarem o esgoto gerado. O saneamento básico não é implementado de forma adequada, já que 90% dos esgotos domésticos e 70% dos afluentes industriais são jogados sem tratamento nos rios, açudes e águas litorâneas, o que tem gerado um nível de degradação nunca imaginado.
(http://www.socioambiental.org/esp/agua/pgn/)



Resumindo:
Temos água pra caramba;
Os outros não têm água pra caramba;
A agua que temos está sendo usada de maneira não inteligente;
Os outros não têm água para poderem usar de forma não inteligente;
A água é um bem universal.

Ok! Vamos organizar os pensamentos então: exemplificando...
Se você vê alguém no meio da rua tirado dinheiro da carteira e rasgando, logo pensa que louco...
e cedo ou tarde para de prestar atenção e continua seu caminho. Mas ao parar você percebe que a carteira é igual a sua. Então procura freneticamente onde você colocou-a.
ESPERA!!! É A SUA CARTEIRA!!!
E agora qual seria sua reação? Avançar na pessoa sem dó nem piedade não é?

Pois é...o que acontecerá conosco se continuarmos a desperdiçar como andamos fazendo? A água não é só nossa e um hora todos irão perceber isso. O que acontecerá aqui no Brasil? O que aconteceu quando o petróleo começou a faltar efetivamente?

Não seria hora de começarmos a pensar bem sério sobre o assunto?

Cimento Eológico

Produto tem nível de CO2 reduzido em sua fórmula, causando menos impactos no meio ambiente.




Qual obra não utiliza cimento? O problema é que essa indústria responde por quase 5% das emissões mundiais de gás carbônico. Isso ocorre porque o processo de produção de cada tonelada de clínquer (seu principal componente) libera na atmosfera a mesma quantidade de CO2. A saída para combater tamanho impacto no aquecimento global é reduzir a porcentagem desse ingrediente na fórmula. Isso já acontece com o CPIII, tipo de cimento que substitui parte do clínquer por escórias de siderúrgicas, material nobre que sobra da fusão de minério de ferro, coque e calcário.

Disponível principalmente na região Sudeste, onde estão os fabricantes de aço, o produto reaproveita 70% do resíduo gerado pelas siderúrgicas. "Além dessas vantagens ambientais, o CPIII tem maior durabilidade e é mais barato do que os demais", afirma a arquiteta Flávia Malacarne, gerente de qualidade em sustentabilidade da Sustentax, consultoria em greenbuilding.

DA INDÚSTRIA PARA A SUA OBRA

Arnaldo Forti Battagin, chefe dos laboratórios da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), dá algumas dicas para quem quer utilizar o cimento "verde".

Quais as aplicações mais indicadas para o CPIII?
É um cimento de uso geral, compatível com todas as etapas da obra. Mas pouca gente sabe que ele é mais resistente, estável e impermeável em relação ao cimento comum, pois seu processo de hidratação ocorre mais lentamente. E, como demora mais para curar, o CPIII previne fissuras térmicas. Tais características o tornam ideal para fundações, lajes e pilares.

O CPIII exige algum cuidado especial?
Sim. Para preservar suas qualidades, a cura, ou secagem, deve ser feita com mais água e acompanhada com atenção.

Quem fabrica?
O CPIII existe no Brasil desde 1952, mas, até pouco tempo atrás, era alvo de preconceito dos construtores por conter resíduos industriais. No entanto, suas vantagens ambientais vêm mudando esse quadro e hoje ele já representa mais de 17% do consumo de cimento no Brasil. Na região Sudeste, as principais cimenteiras fabricam o produto: Votorantim, Holcim, Camargo Corrêa, Lafarge e João Santos. Vale lembrar que no Sul os grandes fabricantes produzem o cimento pozolânico (CPIV), que emprega resíduos das termoelétricas e tem desempenho semelhante ao do CPIII.

Por Giuliana Capello
Revista Arquitetura & Construção - 02/2008