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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Aproveitamento de água pluvial (das chuvas)

O aproveitamento de águas pluviais em edificações não é um conceito recente. No Brasil, foi introduzido pelos norte-americanos, em 1943, com a construção de uma instalação na Ilha de Fernando de Noronha (May, 2004). Nos últimos anos, porém, o aumento da demanda por água, normalmente ocasionado pelo crescimento populacional acentuado e desordenado nos grandes centros urbanos brasileiros, tem imposto pressões econômicas e sócio-ambientais aos novos empreendimentos imobiliários, no que concerne à adoção de medidas que visem à diminuição de consumo e a busca por fontes alternativas de água.
Nesse sentido, a implementação de sistemas de aproveitamento de águas pluviais para fins não potáveis, como rega de jardins e áreas verdes; lavagem de pisos, passeios e fachadas; ornamentação paisagística e descarga de vasos sanitários, torna-se uma alternativa bastante viável para as novas edificações. Além da água de chuva coletada no sistema de drenagem de edifícios, outras fontes de água bruta, normalmente ignoradas, como a água de condensação de ar-condicionado e a proveniente de cortinas de drenagem de lençol freático também podem ser aproveitadas para os fins não potáveis.
Apesar de ser uma alternativa economicamente viável e sócio-ambientalmente correta, o aproveitamento de águas pluviais não deve ser implementado de forma irresponsável. Diversas pesquisas (May, 2004; Jaques et al., 2005; Valle et al., 2005) demonstram que a água de chuva carrega poluentes (substâncias tóxicas e bactérias), cuja ingestão ou contato com a pele e mucosas pode causar doenças, que vão desde simples irritações cutâneas a severas infecções intestinais. Dessa forma, é importante o tratamento da água armazenada antes de sua utilização, principalmente quando o uso pretendido envolve contato direto com seres humanos.
A água de chuva pode ser utilizada em várias atividades com fins não potáveis no setor residencial, industrial e agrícola. No setor residencial, pode-se utilizar água de chuva em descargas de vasos sanitários, lavação de roupas, sistemas de controle de incêndio, lavagem de automóveis, lavagem de pisos e irrigação de jardins. Já no setor industrial, pode ser utilizada para resfriamento evaporativo, climatização interna, lavanderia industrial, lavagem de maquinários, abastecimento de caldeiras, lava jatos de veículos e limpeza industrial, entre outros. Na agricultura, vem sendo empregada principalmente na irrigação de plantações (MAY; PRADO, 2004).
Segundo May (2004), os sistemas de coleta e aproveitamento de água de chuva em edificações são formados por quatro componentes básicos: áreas de coleta; condutores; armazenamento e tratamento.
Antes da instalação do sistema, é feito um estudo dos índices pluviométricos da região, da capacidade de captação do telhado e do tamanho ideal da cisterna de armazenamento. Baseado nesses cálculos, é dimensionado o equipamento, composto basicamente de um filtro (retira folhas e outros detritos), um freio d´água (tira a pressão da água, que assim não revolve a sedimentação do fundo da cisterna), conjunto flutuante (faz com que sempre a água mais limpa seja bombeada para a caixa d'água) e o sifão-ladrão (retira as impurezas da superfície da água, bloqueia odores vindos da galeria e impede a entrada de roedores).
Os equipamentos e suas instalações foram projetadios de forma que os profissionais da obra possam fazer sem dificuldades, orientados evidentemente por nossa equipe técnica.
A manutenção do equipamento é simples. Basicamente, consiste em fazer de duas a quatro vistorias anuais no filtro. Para tanto, basta abrir a tampa do filtro, puxar o miolo, feito em aço inox, e verificar se a tela está suja.Depois basta soltar dois parafusos e lavar a tela com água.
O sistema pode ser aplicado tanto em residências em construção - pode ser feito um sistema paralelo ao da água da rua - e incluir o uso em descarga de banheiros, lavagem de roupa e torneiras externas, como em casas já construídas. Onde não se quer ou não for possível mexer nas instalações existentes, é possível aproveitar a água de chuva para jardins, piscina, limpeza de calçadas, lavar carros, entre outros usos.
USOS
* Alimentação de bacias sanitárias e mictórios
* Irrigação de jardins, pomares e outros cultivos
* Limpeza de pavimentos, paredes, pátios, peças e equipamentos industriais e veículos
* Reserva de incêndio
* Ar condicionado central ou sistemas de resfriamento
* Espelhos e fontes d`água
* Recarga de aquíferos
O princípio é captar água de chuva antes que chegue no solo ou locais com trânsito de pessoas, animais e veículos, para evitar sua contaminação e o uso de equipamentos mais complexos.
Atendendo às diversas peculiaridades, a EcoCasa faz o correto dimensionamento, projeto hidráulico, especificação, comércio e instalação dos principais equipamentos, e damos o startup no sistema.
O sistema AcquaSave, com tecnologia da 3P Technik, tradicional marca alemã na área de aproveitamento da água da chuva, é indicado para utilização residencial, em condomínios ou em instalações industriais e comerciais.
FUNCIONAMENTO
Nosso sistema prevê a utilização do TELHADO e CALHAS como captadores da água de chuva, que é dirigida para um FILTRO, autolimpante que remove detritos, e levada para uma CISTERNA (reservatório de água subterrâneo ou externo).
Para evitar que a sedimentação do fundo da cisterna se misture com a água, esta é canalizada até o fundo, e por meio de um FREIO D`ÁGUA ela brota para cima sem causar turbulência na base. Estocada ao abrigo da luz e do calor, a água armazenada se mantém livre de bactérias e algas durante um longo período, diversos meses.
Uma outra parte do sistema, o CONJUNTO FLUTUANTE (mangueira, bóia, filtro e válvula de retenção e conector) preso à bomba submersa ou tubo de tomada de água, suga a água logo abaixo da lâmina d`água, local onde ela é mais limpa, aumentando a vida útil da bomba e de todo o sistema.
Para escoar a água excedente, usa-se na cisterna o SIFÃO-LADRÃO, que elimina particulados flutuando e evita entrada de odores, insetos e roedores.
Uma BOMBA de recalque ou pressurizadora alimenta os pontos de consumo (caixa d`água não potável e/ou torneiras externas de uso restrito), e o KIT DE REALIMENTAÇÃO abastece a cisterna ou a caixa de água não potável elevada automaticamente em caso de consumo acima da capacidade ou estiagem.
RESIDÊNCIAS
O sistema pode ser aplicado tanto em residências em construção, com rede hidráulica separada da rede de água potável da rua, e incluir o uso em descarga de banheiros e torneiras externas, como em casas já construídas. Não sendo possível mexer nas instalações existentes, é possível aproveitar a água de chuva externamente, para jardins, limpeza de pisos e calçadas, lavar carros, entre outros usos.
KIT VF1 Pequenas Áreas: cada kit atende vazão de 5,4 m³/h, cerca de 250 m² de área de captação.
Filtro VF1
Conjunto Flutuante
Sifão-Ladrão
Freio D`Água
CONDOMÍNIOS
Em condomínios, a água de chuva armazenada significa uma economia expressiva no gasto de água nas áreas comuns. Ela pode ser utilizada em lavagem das calçadas, do playground, de carros, na irrigação dos canteiros e jardins, na reserva de incêndio e até mesmo em banheiros das áreas comuns ou casa do zelador e portaria.
INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS, CORPORATIVAS OU EMPRESARIAIS
Em áreas de maior porte, aproveitar a água de chuva é unir os benefícios ecológicos aos econômicos. A água pode ser usada para um grande número de descargas de banheiros e mictórios, resfriar equipamentos e máquinas, em serviços de limpeza, no reservatório contra incêndio e irrigação de áreas verdes. Nos dias de chuva intensa, as cisternas podem funcionar como "buffers" (áreas de contenção), diminuindo ou até evitando alagamentos e a sobrecarga da rede pluvial.
KIT VF6 Grandes Áreas: cada kit atende vazão de 46 m³/h, cerca de 1.500 m² de área de captação.
Filtro VF6
Conjunto Flutuante
Sifão-Ladrão
Freio D`Água
Esquema industrial: com rede pluvial de ladrão do filtro e pisos sendo infiltrada
Sistema industrial:
Filtro VF6 exposto:
OUTROS EQUIPAMENTOS
Filtro Horizontal de Cisterna: atende até 90 m² de área de captação, precisa somente de 12 cm de altura para filtrar água de chuva, e é instalado dentro da cisterna.
Kit de Realimentação: abastece automaticamente a cisterna, ou a caixa d`água não potável elevada, em caso de estiagem ou consumo acima da capacidade de reservação.
Cisterna, motobomba, pressostato e fluxostato, filtro central (de areia e carvão), desinfecção e outros.

EcoCasa - Soluções Ecológicas: http://www.ecocasa.com.br/produtos.asp?it=1212
MARINOSKI, Ana Kelly. APROVEITAMENTO DE ÁGUA PLUVIAL PARA FINS NÃO POTÁVEIS EM INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTUDO DE CASO EM FLORIANÓPOLIS - SC. Florianópolis, julho de 2007. 118p. www.labeee.ufsc.br/arquivos/publicacoes/tcc_anakelly.pdf
PRADO, Gustavo Silva do; MULLER, Mônica Sibylle Korff. Sistema de aproveitamento de água para edifícios. Editora PINI Ltda. Revista Téchne. ed. 156. março de 2010. http://www.revistatechne.com.br/engenharia-civil/128/artigo66612-1.asp

domingo, 11 de abril de 2010

Energia Solar Fotovoltaica

Energia Solar Fotovoltaica é uma fonte de energia renovável obtida pela conversão de energia luminosa em energia elétrica. Não confundir com aquecimento solar, que possui o princípio de funcionamento completamente diferente.
Para podermos utilizar a energia que vem do Sol, precisamos basicamente de três elementos: os módulos fotovoltaicos, os controladores de carga e as baterias. Os módulos fotovoltaicos Siemens são construídos a partir de pastilhas de silício monocristalino, material de qualidade superior aos similares e com elevada eficiência.
O segundo elemento, o controlador de carga, é um dispositivo de fundamental importância para preservar as baterias, aumentando sua vida útil. A Siemens oferece uma linha completa de controladores de carga de última geração. As baterias são os elementos que armazenas energia. Com o auxílio delas, os consumidores podem usar à noite ou em períodos de mau tempo a energia irradiada em dias de sol.
É uma energia limpa, não poluente, confiável, racional, que não requer manutenção e não consome nenhum combustível. Por essas razões, pode ser utilizada em inúmeras aplicações. No Brasil, onde somos privilegiados pelo Sol, existem milhares de instalações para eletrificação rural, cercas elétricas, bombeamento de água e telecomunicações que usam Energia Solar Fotovoltaica.
Ao longo dos últimos 20 anos, o custo da Energia Solar Fotovoltaica caiu de forma espetacular. Hoje em dia, para a grande maioria das aplicações, consegue-se pagar o investimento feito em cerca de dois anos, ou menos.
O usuário do sistema de energia solar precisa ser antes de mais nada um ser consciente e disciplinado. A autonomia do sistema está diretamente relacionada ao total de energia gerada durante o foto-período (em Ah ou Wh) e o total consumo diário dos equipamentos instalados. Você não pode consumir mais do que está sendo gerado diariamente, sob pena de descarregar o banco de baterias ao longo de um determinado período.
O que transforma o espectro solar em energia é a intensidade da luz, quando o dia é de céu sem nuvens o painel está produzindo 100% da sua capacidade. Quando a insolação diminui de intensidade, reduz-se também a capacidade de geração. Porém, mesmo em dias nublados ou chuvosos o painel gera energia.
Quando projetamos um sistema Solar Fotovoltaico, levamos em consideração o consumo diário, para calcular a partir daí a quantidade de energia a ser gerada por foto-período (dia), isto permite uma autonomia de 6-8 dias (na maioria dos casos). Você não pode consumir mais do que esta sendo gerado diariamente, sob pena de trabalhar com um déficit o que irá descarregar a bateria em um determinado período.
Você mesmo pode instalar o seu sistema solar fotovoltaico, contanto que siga as instruções constantes no manual do usuário. Tomando todo o cuidado para que a polaridade positivo (+) negativo (-) não seja jamais invertida nas ligações.
O uso deste tipo de energia vem sendo difundida em residencias para iuminação de jardins e ambientes externos em geral, pois ficam grande quantidade de tempo ligadas. Mas pode ser usada na iluminação interna, não esquecendo de que o painel tem que ficar do lado de fora da casa e em local que possa captar bem a luminosidade solar.
Pesquisando na internet achei um kit que me pareceu bem legal, aparentemente o preço é meio salgado, mas aho que o investimento compensa quando lembramos que os painéis duram em média 40 anos e a maioria deles tem garantia de mais ou menos uns 25 anos. Este kit não achei a garaantia e a vida útil, mas em médi são os  mesmos.

o kit é vendido pela mfrural

Preço a vista: R$ 1.921,32 /Kit

Kit Composto de:
- 01 Módulo/Placa Solar de 75Wp
– 05 Lâmpadas Fluorescente
– 05 Bocais
- 01 Quadro de Comando Com Disjunto
– 01 Controlador de Carga Solsum 8.8
– 25Mts de Cabo 6mm
– 50Mts de Fio 2.5mm
– Manual de Instalação

quarta-feira, 17 de março de 2010

Vale a pena saber alguma coisa sobre:

Solos

O conceito de solo pode ser diferente de acordo com o objetivo mais imediato de sua utilização, mas de modo geral, o solo pode ser conceituado como um manto superficial formado por rocha desagregada, eventualmente, cinzas vulcânicas, em mistura com matéria orgânica em decomposição, contendo ainda água e ar em proporções variáveis e organismos vivos.
Os componentes do solo podem variar de um lugar para o outro, mas de maneira geral o solo se divide na seguinte proporção:
45% de elementos minerais: proveniente de rochas desagregadas por intempéries, no próprio local ou em locais distantes e trazidas pela água ou ar;
25% de água: proveniente de precipitações que contenham em solução (destacando-se pela importância coloidal) substâncias originalmente presentes nas fases sólida e gasosa.
25%de ar: existente na superfície do material;
5% de matéria orgânica: proveniente da queda de folhas, frutos, galhos e ramos, além de restos de animais, excrementos e outros resíduos, em diferentes estágios de decomposição, em fase sólida ou líquida.
Da degradação desta matéria orgânica que resulta o húmus do solo, responsável em boa parte pelas suas características agrícolas (produção primária) e várias de suas propriedades físicas.
A formação dos solos é resultante da ação combinada de cinco fatores: clima (pluviosidade, umidade, temperatura, etc.) natureza dos organismos (vegetação, microorganismos decompositores, animais) matéria de origem, relevo e idade.

Esta formação é parte integrante de um ecossistema em uma escala de tempo geológico, identificando o que é denominado de sucessão, ou seja o conjunto de estágios pelos quais passa esse ecossistema até atingir o clímax. Essas suceções são chamadas de horizontes. e formão o solo desde a rocha em sua forma primária até seu ultimo contato com a biosera.

domingo, 14 de março de 2010

COB

Já ouviram falar de casa feita em COB?
São casas feitas com cimento natural ou simplesmente de barro.

A mistura é a seguinte:


- Reunir todos os materiais,  Barro/Argila, Areia, palha e Agua.
- Juntar cerca de 30% barro com 70% Areia
- Misturar e esmagar  o barro e a areia, para fazer este passo toda a matéria têm de estar bem seca (caso contrario: Misturar agua com barro e desfazer este até atingir um ponto cremoso.)
 - Adicionar agua e verificar que nem fica os ingredientes demasiado empastados e seco nem demasiado liquido…..se mais seco e enpastado adicionar mais agua, se existe agua a mais ou deixar secar o suficiente ou adicionar mais mistura seca de barro e areia.
- Misturar e comprimir
- Rebolar a mistura e comprimir  (por esta razão se deve pensar num bom método que dê para realizar esta tarefa, e o mais usado é aproveitar um plástico para fazer a mistura em cima e assim levantar o pastico para a mistura rolar sobre ela própria, mas poderás fazer sem nenhum plastico claro)
- Adicionar palha com ao gosto =)
- Fazer as bolas de COB e comprimi-las mais um pouco.
Antes de começar a obra é bom que se faça um test bem simples para verificar  resistencia e elasticidade do material: Deixar cair uma dessas bolas da altura um pouco acima da cintura, se ela mostrar alguma densidade e apenas apresentar poucas rachas e nao se desfizer quase nada é porque está bom, mas se partir em mil pedaços é porque está seca demais e/ou têm areia a mais
Se ela ela se abolaxar muito e não apresentar rachas, é porque tem agua a mais e/ou barro a mais.


Aí em baixo tem-se algumas imagens de residencias e seus interiores.
Tenho certeza que a cabeça está a mil e todos tendo muitas idéias. Procurando no google imagens como eu fiz para localizar estas do blog.

Projetos pelo fone:48-91349340

sexta-feira, 12 de março de 2010

Escolha dos materiais

http://www.inspireyoga.com.br/img_up/duvida1.jpg

A escolha dos materiais na Construção Sustentável deveria, em princípio, obedecer a critérios de preservação, recuperação e responsabilidade ambiental. Isso significa que, ao se iniciar uma construção, é importante considerar os tipos de materiais que estão de acordo com o local (como sua geografia, ecossistema, história, etc.) e que podem contribuir para conservar e melhorar o (meio) ambiente onde será inserida. Materiais que guardam relação direta com o estilo de vida do local e do usuário devem ser avaliados. Por exemplo, se o morador reside e trabalha em uma área urbana, possivelmente comprará alimentos envolvidos por embalagens plásticas descartáveis; é muito provável também que utilize um automóvel para se deslocar da casa para o escritório e vice-versa.

Assim sendo, nada mais justo que este mesmo usuário/consumidor/cliente opte, conscientemente, pelo uso de um produto resultante de um resíduo gerado para atender às suas necessidades -no caso, as embalagens descartadas poderiam retornar no formato de telhas e a areia de fundição usada para manufaturar os moldes que deram origem às peças de seu automóvel ganha uma nova etapa de seu ciclo de vida, como blocos de concreto reciclados.

Deve-se lembrar que toda Construção Sustentável é saudável. Esse tipo de obra caracteriza-se pelo uso de materiais e tecnologias biocompatíveis, que melhoram a condição de vida do morador ou, no mínimo, não agridem o meio ambiente em seu processo de obtenção e fabricação, nem durante a aplicação e em sua vida útil. Que produtos convencionais estariam fora dessa lista? Por exemplo, todos aqueles que emitem gases voláteis (os famosos COVs - compostos orgânicos voláteis), como tintas, solventes, resinas, vernizes, colas, carpetes sintéticos e de madeira. Em seu lugar, a solução mais simples e de mercado é buscar sempre produtos à base de água ou 100% sólidos (isto é, que em contato com o oxigênio não emitem gases ou odores).

É importante evitar também materiais que reconhecidamente estão envolvidos com graves problemas ambientais, e sobre os quais hoje há consenso entre todas as entidades sérias que trabalham com Construção Sustentável e Bioconstrução no mundo, caso do PVC (policloreto de vinil) e o alumínio. Outros produtos, considerados aceitáveis na ausência de outras opções, devem ser usados de maneira bastante criteriosa principalmente no interior de casa, como compensados e OSBs (colados com cola à base de formaldeído). O mesmo vale para madeiras de reflorestamento tratadas por autoclave (sistema CCA, CCB ou CCC), as quais são imunizadas com um veneno à base de arsênico e cromo - este tipo de madeira, segundo a EPA norte-americana e os próprios fabricantes daquele país, já não pode mais ser usada em áreas públicas desde 30 de dezembro de 2003.

As empresas, os governos e as ONGs não são as únicas responsáveis pelos materiais de construção e pelo estado atual do meio ambiente. O consumidor, ao optar por um produto A, B ou C, é também co-responsável por todo o processo, já que é para ele que se destinam todos os produtos e, por extensão, as construções. Ele é o "target" do mercado e, com uma nova consciência, pode ajudar a alterar as regras do mercado.







Artigo originalmente publicado no site: www.idhea.com.br

Tendências da Construção Sustentável

A Construção Sustentável é uma síntese das escolas, filosofias e abordagens que associam o edificar e o habitar à preocupação com preservação do meio ambiente e saúde dos seres vivos. Para ela convergem tendências como: arquitetura ecológica, arquitetura antroposófica, arquitetura orgânica, arquitetura bioclimática, bioconstrução, ecobioconstrução, domobiótica, arquitetura sustentável, construção ecológica, construção e arquitetura alternativas, earth-ship (navio terrestre/construção com resíduos), arquitetura biológica e permacultura. É importante, no entanto, frisar que a Construção Sustentável não é um método exclusivo de engenheiros e construtores, assim como a arquitetura ecológica não é restrita aos arquitetos.


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Na verdade, a Construção Sustentável reúne aspectos e disciplinas do conhecimento humano que deveriam ser considerados e aplicados antes mesmo de se projetar uma obra. A Construção Sustentável reúne conhecimentos de arquitetura, engenharia, paisagismo, saneamento, química, eletrônica, mas também de antropologia, medicina, sociologia, psicologia, filosofia e espiritualidade. Uma Casa Sustentável é um microcosmo, representando em pequena escala as relações entre o ser e o seu meio. Ela deve ser uma extensão do próprio planeta Terra. O morador ou usuário da edificação deve considerar seu imóvel como uma referência clara de seu bem-estar. Não se deve esquecer que mais de 2/3 do tempo de vida humana é passado dentro de algum tipo de construção. Seja trabalhando, dormindo, em lazer, em atividades religiosas etc.

Trabalhar para que um imóvel seja sustentável (e não ecológico, como erroneamente se fala) é de fundamental importância para a saúde do indivíduo e do planeta. A verdadeira Construção Sustentável o é não apenas porque não esgota os recursos empregados para sua edificação e uso, mas também porque sustenta aqueles que a habitam. Ela é base para suas realizações, segurança, alegria e felicidade. Essa visão deveria permear qualquer projeto ou idéia de construção sustentável ou habitação sustentável.


Artigo originalmente publicado no site: www.idhea.com.br

Casa Saudável


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Não há casa sustentável sem ser saudável. A finalidade de uma construção sustentável não é apenas preservar o meio ambiente, mas também ser menos invasiva aos seus moradores. Ela não pode ser geradora de doenças, caso de prédios que geram a Síndrome do Edifício Doente (SEE*). A Casa Sustentável deve funcionar como uma segunda ou terceira pele do próprio morador, porque ela é sua extensão, como ensina o geobiólogo espanhol Mariano Bueno. Ela é seu ecossistema particular, e, assim como no planeta Terra, todas as interações devem ocorrer reproduzindo ao máximo as condições naturais: umidade relativa do ar, temperatura, alimento, geração de resíduos e sua transformação, conforto, sensação de segurança e bem-estar, etc.




Artigo originalmente publicado no site: www.idhea.com.br